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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O TEMPO PASSA... OS PÉS DIMINUEM

Faz algum tempo que venho pesando sobre isso e a postagem de hoje é fruto de uma longa jornada... 
Há alguns dias,  estava observando meus pés e notei que, de repente, eles diminuíram. 
Achei estranho. 
Então, por causa da grande interrogação que se formou em minha cabeça, pus-me a pensar sobre o porquê de tal ocorrido. Resultado?  Muitos e muitos outros pensamentos me acometeram. até....
Bom... 
Até que percebi que os meus pés, na verdade, não haviam diminuído. Eu, que despercebidamente, havia crescido. 
Mas como assim? Crescido!?  Ninguém me avisou nada....
Foi isso que eu pensei, mas não adiantava recorrer, eu já havia crescido e agora tinha que me conformar com isso.
Vou confessar a você... No início foi difícil, pois eu não conseguia entender por que não fui avisada dessa passagem e por que eu não havia conseguido percebê-la. Mas depois, as vivências foram me ensinando que o crescimento não avisa quando vem, ele simplesmente vem! Nós é que devemos nos acomodar a ele. 
Pois é, o tempo está passando e eu estou crescendo de novo. Isso não para??
Hoje olhei de novo para os meus pés e eles estão um pouquinho mais distantes de mim. Será que algum dia  acostumarei com isso?
Não sei! Realmente não sei!


 

sábado, 23 de outubro de 2010

ELA, A ROTINA E SUA VIDA


Ela estava cansada de sua rotina...
Acordar, levantar, tomar café, sentar em frente ao PC, planejar, estudar,  trabalhar, dormir, acordar, levantar...
Assim estava sua vida, desde...
Desde quando? Ela nem se lembrava mais. Diante dessa situação ela resolveu que precisava mudar. Pois se então a pensar sobre o que estava fazendo da sua vida, como estava vivendo.
E para sua grande surpresa, ela descobriu que não estava vivendo, estava simplesmente cumprindo obrigações e obrigações que, na realidade, ela nem sabia se queria mesmo cumprir.
Foi então que ela decidiu mudar. E começou arrumando seu guarda-roupa. As portas nem fechavam mais. Ele estava entupido de coisas que para nada serviam Depois de uma longa jornada de trabalho as coisas começaram a melhorar. Suas gavetas estavam arrumadas, e os cabides também.
Ela separou uma gaveta para as Obrigações, outra para os Desejos e outra para as Eventualidades. Quando foi organizar os cabides ela resolveu colocá-los por ordem de prioridades. E eles ficaram assim: Deus, ela mesma, família, namorado, amigos... Ela acabou percebendo que priorizava tanto as obrigações que acabava esquecendo coisas que eram inúmeras vezes mais importantes em sua vida.
Agora o guarda-roupa estava arrumado agora era só organizar sua agenda (cabeça), para que essa arrumação se efetivasse.
E ela, estava feliz pois, agora estava começando a enxergar e entender o que se pode chamar de Viver a Vida.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MATURIDADE INGÊNUA

Esta noite recebi uma visita. 
Estava às voltas com os meus pensamentos quando fui surpreendida por um belo poema. 
Sua beleza era magnífica, sua métrica era perfeita. 
Fiquei encantada com sua aparência, mas ao mesmo tempo me senti triste, angustiada! Embora ele fosse lindo e magnífico, eu não o entendia e isso me trouxe frustação.
Uns segundos mais tarde, na loucura insana de tentar entender o que se passava em minha mente,  consegui compreender que aquele intrigante poema que, tal qual uma libélula dançante, brincava ao meu redor estava na verdade  querendo me informar de alguma coisa. 
Ora! Agora eu realmente precisava compreendê-lo!
Ele estava falando uma outra língua e as minhas buscas, por mais que fossem significativas acabavam ficando pelo meio do caminho. Ate que...
Ele me surpreendeu! 
Como num passe de mágica, suas palavras foram se esclarecendo, suas colocações foram tomando sentido e eu compreendi que estava ganhando um presente e este presente estava guardado dentro de uma caixa vermelha, que delicadamente havia sido colocada aos pés da minha cama.
Após me entregar a linda caixa o poema começou a se despedir. Estava indo embora... Mas ainda deixou a mim suas últimas palavras, as quais diziam assim:
 - Receba a sua maioridade, mas NUNCA deixe de lado a sua ingênua curiosidade infantil!
Acordei! Querem saber qual era a minha supresa?! 
Era 2 de outubro, dia em que, mais, uma primavera se apresentava à minha vida e desta vez o tema da festa era responsabilidade. 
Minha maior idade havia chegado e graças àquele lindo poema eu pude e estou podendo me apropriar dela , sem perder a essência da minha alma, que foi, é, e sempre será de uma criança. 

Abraços